Bem-vindo ao mundo da segurança digital! Neste ano, vais aprender a proteger-te online, a usar ferramentas digitais de forma responsável e a respeitar os direitos de autor. Prepara-te para te tornares um cidadão digital informado e seguro.
Criado em 1991, o conceito inclui todos os nascidos entre 1980 e 2000. São os primeiros nativos digitais.
Existem mais de 700 milhões de malwares conhecidos. Em 2020, atingiram 160 milhões de variantes.
A palavra vem de "fishing" (pesca) pela semelhança: um isco lançado para "pescar" vítimas.

Em 2017, o vírus WannaCry infetou mais de 200 mil computadores em 150 países. Várias empresas foram obrigadas a desligar os computadores da rede por razões de segurança.
Nos computadores infetados, apareceram mensagens a pedir um resgate em bitcoins (moeda virtual).
A mascote do Linux foi criada em 1996 por Larry Ewing, por sugestão do fundador Linus Torvalds, que adorava pinguins.
A versão portuguesa das licenças Creative Commons foi lançada a 13 de novembro de 2006.
As ferramentas digitais que utilizamos para comunicar, trabalhar ou para diversão — como redes sociais (Instagram, Facebook, Twitter, TikTok), e-mail, chat, videoconferência e serviços de armazenamento (Google Drive, Dropbox, OneDrive) — são poderosas e universais.
Contudo, também nos expõem a diversos perigos. Por isso, é necessário ter comportamentos seguros e responsáveis na sua utilização, bem como adotar práticas que visam a proteção da privacidade e o respeito pelos direitos de autor.
Para funcionar, um computador necessita de dois tipos de componentes essenciais: hardware e software.
O hardware engloba todos os componentes físicos e materiais que constituem o computador e dispositivos eletrónicos similares.
O conjunto destes componentes segue uma estrutura comum, descrita no esquema de Von Neumann.

Para que o equipamento consiga comunicar com o exterior, são necessários dispositivos de entrada de dados e de saída de informação.
Os dados entram através de periféricos de entrada e são armazenados na memória.
A CPU processa os dados, usando a UC (unidade de Controle) para gerir fluxos e a UAL (Unidade Aritmética Lógica) para cálculos.
A informação é armazenada e/ou visualizada através de periféricos de saída.
São todos os equipamentos que permitem a introdução de dados no computador.


São todos os equipamentos que permitem obter informação a partir do computador.
Visualização de informação
Impressoras
Impressão de documentos
Reprodução de áudio
Projeção de vídeo

São equipamentos que permitem introduzir dados e obter informação simultaneamente.
São todos os equipamentos utilizados para guardar informação de forma permanente.
Portáteis e práticas
Grande capacidade
Compactos e versáteis
Armazenamento ótico
Estes componentes são essenciais para o funcionamento do equipamento. Sem eles, o computador não funciona.
Read Only Memory
Random Access Memory

A CPU ou processador é o cérebro do computador, responsável por todo o seu funcionamento. Determina a velocidade com que se tratam os dados e se efetua todo o processamento.
É o componente mais importante para o desempenho do sistema.
A placa-mãe, localizada no interior do equipamento, é uma placa de grande dimensão que contém vários circuitos e encaixes.
Serve de ligação entre todos os componentes e de interface com o exterior, sendo fundamental para o funcionamento coordenado do sistema.

O software é o conjunto das aplicações responsáveis pelo funcionamento do equipamento e divide-se em dois grandes grupos.
Inclui todas as aplicações responsáveis pelo funcionamento do hardware. É imprescindível para o funcionamento do computador.
Constituído por aplicações para desenvolver diversas tarefas: escrever textos, jogar, criar bases de dados, editar imagens.
Quando instalas uma aplicação, é importante respeitar os direitos de autor e a propriedade intelectual.
Pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído com algumas restrições. Número ilimitado de computadores.
Exemplos: Linux, LibreOffice
Cópia, redistribuição ou modificação restringida. Necessário pagar licença. Número limitado de equipamentos.
Exemplos: Windows, Microsoft Office, AVG
Desenvolvido para ser comercializado com interesses empresariais. Pode ser livre ou proprietário.
Exemplo: Software de gestão Primavera
O sistema operativo é um software de sistema que torna possível a comunicação entre o utilizador e o equipamento. Funciona como um tradutor que entende o utilizador e a máquina.
Esta camada de abstração facilita o uso do computador sem necessidade de conhecer detalhes técnicos do hardware.
Os primeiros sistemas operativos não possuíam interface gráfica e os comandos eram dados apenas pelo teclado.
O MS-DOS, da Microsoft, foi um dos sistemas mais populares dessa época. Hoje, os sistemas operativos modernos oferecem interfaces gráficas intuitivas e fáceis de usar.


O primeiro sistema operativo Windows foi criado em 1985, com base no MS-DOS.
Possui uma interface gráfica fácil de usar e de configurar, tornando-se o sistema operativo mais utilizado em computadores pessoais em todo o mundo.
Sistema operativo que utiliza o núcleo (kernel) do sistema Unix. É software livre com código aberto - qualquer programador pode fazer alterações.
Inclui recursos, bibliotecas, browser (Mozilla Firefox) e aplicações como LibreOffice. A distribuição Ubuntu é a mais popular, sendo a Caixa Mágica a distribuição portuguesa mais conhecida.
Cada vez mais utilizadores escolhem Linux pela sua estabilidade e segurança.

Sistema proprietário baseado em Unix, desenvolvido pela Apple exclusivamente para computadores Mac. Interface gráfica intuitiva e otimizado para aproveitar ao máximo o hardware.
Desenvolvido pela Apple para dispositivos móveis: iPhones, iPad e iPod Touch. Interface baseada em manipulação direta com gestos tácteis.

Sistema operativo baseado no núcleo Linux, desenvolvido para smartphones e tablets.
Possui interface baseada em manipulação direta. Atualmente desenvolvido pela Google com licença de código aberto.
É o sistema operativo mais utilizado em dispositivos móveis em todo o mundo.
Versão do Windows otimizada para servidores e redes empresariais.
Sistema operativo Unix livre, conhecido pela sua robustez e segurança.
Sistema Unix desenvolvido pela Oracle, usado em ambientes empresariais.
Sistema operativo da Google baseado em Linux, focado em aplicações web.
A segurança do teu equipamento e da informação nele armazenada é muito importante. Deves ter cuidado quando abres conteúdos de pen drives, instalas aplicações, descarregas ficheiros ou acedes a sites.
Estás sujeito a vários perigos, nomeadamente o malware - software malicioso criado para destruir, recolher informações ou controlar o teu equipamento.

Malware é software malicioso criado por hackers com o objetivo de se instalar automaticamente no computador e interferir com o seu funcionamento.
Pode danificar e eliminar dados do disco rígido, roubar informações pessoais ou controlar o equipamento remotamente.
Propagam-se e replicam-se automaticamente. Podem destruir informação e danificar gravemente o funcionamento do equipamento.
Escondem-se no código de outras aplicações. Podem prejudicar o normal funcionamento do computador.
Monitorizam páginas e hábitos de navegação. Podem alterar configurações e roubar dados pessoais (logins e palavras-passe).
Ransomware
Bloqueiam o acesso ao sistema infetado e exigem pagamento (normalmente em bitcoins) para restabelecer o acesso.

Quando trocas mensagens no WhatsApp, Skype, Messenger ou outras aplicações, podem surgir pedidos de transferência de ficheiros.
Esses ficheiros podem conter vírus, mesmo que sejam apenas imagens, vídeos ou músicas. Desconfia sempre de ficheiros inesperados, mesmo de contactos conhecidos.

Em todo o lado existem esquemas para enganar as pessoas, e a internet não é exceção. O phishing consiste em alguém fazer-se passar por uma pessoa ou entidade de confiança, com a intenção de obter informações que permitam aceder, sem autorização, a computadores, contas bancárias ou dados pessoais.
Esquemas para obter informações pessoais e bancárias através de sites falsos.
Promessas de trabalho que visam recolher dados pessoais das vítimas.
Pedidos de doações para causas inexistentes ou fraudulentas.
Sites de compras fraudulentos que roubam dados de pagamento.
Nunca divulgues nome, morada, idade ou contacto na internet, em chats ou redes sociais.
Tem cuidado com links em mensagens, e-mails ou sites. Verifica se os endereços são originais e se têm navegação segura (https ou 🔒).
Se uma transferência iniciar automaticamente ao clicar num link, cancela-a imediatamente ou apaga os ficheiros sem os abrir.
Se fores vítima de phishing, altera imediatamente a palavra-passe e procura ajuda de um adulto. Bloqueia e denuncia ataques no browser.
Os criadores de software malicioso tentam induzir-te a fazer o que pretendem através de um clique num link, da abertura de um ficheiro com aspeto legítimo ou da visita a uma página maliciosa.
Para manteres o equipamento em segurança, é fundamental seguir boas práticas de segurança digital.
Sistema operativo, antivírus, antispyware e aplicações sempre atualizados. Ativa atualizações automáticas.
Bloqueia pop-ups e nunca desatives a firewall do sistema operativo.
Visita apenas sites confiáveis e descarrega aplicações apenas de sites oficiais.
Não abras e-mails, links ou ficheiros de desconhecidos. Desconfia de links com nomes vagos.
Antes de abrir ou executar um ficheiro, verifica a existência de vírus.
Usa mais do que uma palavra-passe nos sites. Não uses a palavra-passe do e-mail noutros serviços.
Um sistema informático pode estar infetado se apresentar alguns destes comportamentos:

Ao não utilizares a internet de forma segura, podes correr vários riscos:
Uma palavra-passe deve ser suficientemente complexa para evitar que a descubram.
Quanto mais longa, mais segura.
Letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos.
Não incluir nome de utilizador, nome, data de nascimento, telemóvel ou morada.
Não usar dígitos consecutivos (12345) ou juntos no teclado (qwerty).
Nunca peças opinião. Escolhe sozinho e memoriza-a.
Não partilhes com ninguém, mesmo pessoas de confiança.
Não guardes palavras-passe em computadores partilhados. Cria perfis separados.
Nunca guardes palavras-passe no browser. Encerra sempre as sessões corretamente.

É muito importante salvaguardar todos os dados existentes no computador, pois estes podem avariar, ser infetados por vírus ou roubados.
Ao fazer uma cópia de segurança, estás a criar uma imagem do sistema que contém ficheiros, sistema operativo, aplicações e definições. Se tiveres algum problema, podes restaurar o conteúdo através dessa imagem.
Disco externo, pen drive ou serviço de armazenamento online (Dropbox, Google Drive, OneDrive, MEGA, MeoCloud).
Faz cópias com frequência dos ficheiros importantes. Quanto mais regular, menor o risco de perda de dados.
Para proteção completa, cria uma imagem do sistema que inclui tudo: ficheiros, aplicações e configurações.
Para não seres vítima de malware ao instalar ou atualizar aplicações, segue estas práticas essenciais:
Nunca desatives a proteção durante instalações.
Faz download apenas através de sites oficiais das aplicações.
Lê comentários e avaliações de outros utilizadores.
Se tiveres dúvidas, sai imediatamente e fecha o browser.
Desconfia de sites que forçam instalação de plugins.
Durante instalação, lê com atenção e desmarca instalações adicionais.

Os ficheiros de instalação não são necessários após o software instalado, por isso devem ser eliminados para libertar espaço.
Por vezes é necessário desinstalar ou modificar uma aplicação. No Windows, podes fazê-lo através das Definições.
Deves manter as aplicações e o sistema operativo sempre atualizados para evitar possíveis problemas de segurança.
Diariamente são desenvolvidos milhares de códigos maliciosos para atacar sistemas desatualizados.
As atualizações ocorrem automaticamente através do Windows Update. Podes configurar nas Definições.
Acede à Play Store, escolhe Definições e ativa "Atualizar apps automaticamente" apenas por Wi-Fi.
Nas Definições, escolhe App Store e ativa a opção Atualizações para atualizações automáticas.
Com o aparecimento das redes sociais e plataformas de partilha aumentou o risco de violação da privacidade. É necessário adotar um comportamento cauteloso para proteger a tua privacidade.
Por vezes, basta um clique num link ou acesso a um site para deixar um rasto de dados que podem ser usados para fins ilícitos.
Há quem procure informações sobre utilizadores para:
Não te registes em sites sem supervisão do encarregado de educação.
Navega sempre em sites seguros e fidedignos.
Não divulgues dados pessoais nas redes sociais nem em janelas de pop-up.
Utiliza palavras-passe seguras, não as guardes no browser e altera-as periodicamente.
Encerra corretamente as aplicações e não feches o browser sem terminar a sessão.
Cria perfis de utilizador para cada pessoa que partilha o equipamento.
Ao utilizar serviços de comércio eletrónico (e-commerce), tem em conta o seguinte:
Confirma se o site usa https e tem o símbolo de cadeado 🔒.
Não acedas ao serviço a partir de links. Digita o endereço diretamente no browser.
Sites com preços muito abaixo do mercado podem ser fraudulentos.
Não efetues compras online em equipamentos que não são teus nem em redes Wi-Fi públicas.
Utiliza métodos de pagamento seguros como MB Way ou PayPal.

Os browsers modernos (Google Chrome, Microsoft Edge, Firefox, Safari, Opera) permitem definir configurações de segurança para diferentes zonas:
Explora estas configurações para maximizar a tua proteção online.
Na atual sociedade de informação, existem notícias falsas e publicidade enganosa que podem apresentar-se na forma de texto, áudio, vídeo ou imagem.
Estas notícias ou mensagens são normalmente apelativas, carregadas de emoção ou opinião, com a intenção de enganar deliberadamente ou obter algum tipo de ganho, aumentando visualizações e partilhas.
Normalmente em letras maiúsculas e com vários pontos de exclamação.
Muito semelhante ao site oficial, mas com pequenas diferenças.
Mensagens com erros ortográficos ou layouts pouco habituais.
Imagens ou vídeos retirados do contexto ou alterados.
Datas alteradas, especialistas desconhecidos, sem evidências reais.
Confirma a informação em várias origens fidedignas.
Ao fazeres um trabalho de pesquisa, podes ter a tentação de copiar diretamente informação da internet.
Ao não indicares o nome do autor do texto, imagem, música ou vídeo, estás a desrespeitar os direitos de autor e a propriedade intelectual de quem produziu a obra.
Os direitos de autor servem para evitar que outras pessoas se apoderem de obras originais, fazendo delas um uso comercial incorreto.
A internet facilita a violação dos direitos de autor porque:

Copiar texto ou parte sem identificar a origem através de referência bibliográfica.
Descarregar imagens, vídeos ou músicas da internet sem autorização (ex: vídeos do YouTube).
Carregar para a internet vídeos, imagens ou músicas não autorizadas, disseminando cópias piratas.
Instalar programas sem respeitar o seu licenciamento.

Para que os direitos de autor sejam preservados na internet, surgiram licenças Creative Commons - com abrangência mundial e totalmente gratuitas.
Com estas licenças, é possível estabelecer os direitos reservados do autor, facilitando a criação de novas obras sem correr o risco de violar direitos de autor.
É sempre necessário referenciar o autor, da forma que ele especificar na licença.
Antes de copiar textos, imagens, músicas ou vídeos para os teus trabalhos, deves procurar a licença que aparece no site original e utilizar o conteúdo de acordo com a mesma.
Procura a licença Creative Commons ou outras indicações de direitos de autor no site original.
Usa o conteúdo apenas de acordo com as permissões concedidas pela licença.
Quando utilizas partes de uma obra, deves sempre incluir: apelido e nome do autor, título da obra, local de edição, nome do editor e ano de edição.

Agora tens o conhecimento necessário para te protegeres online e usar as ferramentas digitais de forma responsável. Aplica estas práticas no teu dia a dia e partilha-as com amigos e família!
Segurança Digital e Cidadania